Mas eu ainda não conquistei o que queria. Mas eu ainda não emagreci. Mas eu ainda erro demais. Mas eu ainda não sou quem eu “deveria” ser. Como vou ter autoestima?
Se você chegou até aqui, é bem provável que também tenha um “mas” guardado. E eu quero te dizer uma coisa, sem rodeios: essa lógica está errada — e não é culpa sua ter aprendido ela.

A autoestima não é um prêmio por bom comportamento
Desde cedo, muita gente aprende que o amor e o reconhecimento vêm depois. Depois da nota boa. Depois do corpo “certo”. Depois de dar conta de tudo sem reclamar. A autoestima vira uma meta no fim da lista de tarefas — sempre adiada, porque sempre tem uma tarefa nova.
O problema é que esse jeito de funcionar não constrói autoestima. Constrói exaustão. E um crítico interno cada vez mais alto, que nunca fica satisfeito, porque a régua sempre sobe.
Você conhece essa voz. Ela fala coisas como:
- “Todo mundo ia gostar mais de mim se eu fosse mais [alguma coisa]”
- “Não posso errar, ou vão perceber que eu não sou tão capaz assim”
- “Se eu parar de me cobrar, eu não vou a lugar nenhum”
Essa voz não nasceu com você. Ela foi construída — por experiências, comparações, expectativas que talvez nem fossem suas. E o que foi construído pode ser reconstruído.
O que realmente muda quando a autoestima melhora
Não é sobre se achar perfeito. É sobre parar de precisar ser perfeito para se tratar com respeito.
Na prática, isso costuma aparecer assim:
- Você erra e consegue seguir em frente sem se afundar em autopunição.
- Você diz “não” sem passar o resto do dia se justificando.
- Você se compara menos, porque para de medir seu valor pelo que os outros têm.
- Você toma decisões pensando no que você quer, não só no que evita julgamento.
Isso não acontece com uma frase motivacional lida no feed às 23h. Acontece com processo, entendimento e, muitas vezes, com apoio de alguém de fora que ajuda a enxergar os padrões que você não vê sozinho — porque está dentro deles.
Terapia não é para quando “está tudo desmoronando”
Um dos maiores equívocos é achar que terapia é só para crise. Mas trabalhar autoestima em terapia é, na maioria das vezes, sobre gente que está funcionando bem por fora e cansada por dentro. Gente competente, gente que entrega, gente que os outros descrevem como “forte” — e que, sozinha, se sente insuficiente o tempo todo.
Se alguma parte deste texto te deu aquele nó familiar no estômago, talvez seja um sinal simples: você não precisa continuar carregando isso sozinho.
Se você quiser conversar sobre isso, marque sua primeira sessão comigo, que sou especialista nesse assunto, por esse link.
Te aguardo do lado de cá, para construirmos essa autoestima da forma correta e que vai sustentar grandes conquistas na sua vida!
